Objetivo do projeto
Controlar o fluxo completo de exportação de madeira, da PO ao pós-embarque, com menos divergências documentais, atrasos e custos extras.
Conteúdo consolidado a partir do briefing e dos arquivos de apoio
Conteúdo reorganizado para leitura técnica, confirmação de regras operacionais e estruturação funcional do sistema de exportação de madeira.
Visão geral
O material abaixo transforma o briefing em uma base de trabalho para definição de escopo. A ideia é facilitar a leitura do fluxo, dos documentos, das regras críticas, dos atores envolvidos e dos riscos que precisam ser tratados no desenho da ferramenta.
Objetivo do projeto
Controlar o fluxo completo de exportação de madeira, da PO ao pós-embarque, com menos divergências documentais, atrasos e custos extras.
Status atual
Mapeamento inicial concluído e aguardando validação em reunião de aprofundamento.
Modelo esperado
Ferramenta com lógica de acompanhamento por etapas, semelhante ao sistema atual da Petkov, mas adaptada ao fluxo de madeira.
Ordem sugerida de análise
Para estruturar a ferramenta com segurança, vale confirmar primeiro o fluxo principal, depois as regras documentais, em seguida os papéis e responsabilidades, e por fim as exceções, riscos e funcionalidades complementares.
Validar o fluxo operacional ponta a ponta.
Mapear documentos, origem dos dados e dependências entre etapas.
Definir responsáveis, aprovações e pontos de conferência.
Fechar regras críticas, riscos e lacunas ainda abertas.
Fluxo operacional
Esta sequência deve orientar a modelagem do fluxo principal da aplicação, com status por etapa, checkpoints de validação e rastreabilidade documental.
Validar cliente, porto de destino, volume em m³, especificação da madeira, incoterm e forma de pagamento.
Cotar madeira, cotar frete, calcular margem e considerar comissão comercial.
Confirmar pedido com a madeireira, booking, containers, prazos, NFs, romaneios e certificado de tratamento.
Somar peso total e m³, calcular densidade e aplicar o peso por container. Não pode haver estimativa sem base documental.
Validar romaneio por container, confirmar m³ por container e registrar evidências fotográficas.
Consolidar NF, romaneio, fitossanitário, certificado de origem, invoice e packing list.
Enviar DDL ao agente e conferir o draft BL. BL deve refletir os dados dos documentos comerciais.
Emitir invoice e packing list com base na PO e no romaneio. Invoice, PL e BL devem ser idênticos.
Confirmar gate-in, embarque e on board com o agente de carga.
Conferir descrição exata, unidades, documentos exigidos e aderência à L/C antes do embarque.
Receber BL final, emitir documentos finais, conferir compliance com a L/C e enviar ao banco ou cliente.
Base documental
Tabela base para derivar entidades, anexos, validações, dependências e responsáveis dentro da ferramenta.
| Documento | Origem / Responsável | Função no fluxo |
|---|---|---|
| Purchase Order (PO) | Importador | Base da operação |
| NF do fornecedor | Madeireira | Base para fechamento e peso |
| Romaneio | Terminal | Controle por container |
| Certificado de tratamento | Madeireira | Acompanhar junto da NF |
| Certificado fitossanitário | MAPA / Despachante | Pré-embarque |
| Certificado de origem | Câmara / Despachante | Pré-embarque |
| Invoice | Petkov | Base comercial |
| Packing List | Petkov | Base operacional |
| DDL | Operacional | Enviado ao agente |
| Draft BL / BL final | Agente | Deve espelhar Invoice e PL |
| Letter of Credit (L/C) | Banco | Referência para compliance |
Papéis envolvidos
Esta visão ajuda a definir perfis de acesso, responsáveis por etapa, origens documentais e pontos de aprovação dentro da solução.
Recebe PO, forma preço e fecha pedido
Controla peso, documentos e conferências
Estufagem e romaneio
NF, romaneio e certificado de tratamento
Booking, DDL, BL e embarque
Fitossanitário e certificado de origem
Recebe documentos finais da L/C
Recebe documentos e carga
Regras críticas
Estas regras representam fronteiras operacionais e documentais que não devem depender apenas de conferência manual.
O cálculo deve ser baseado em densidade e em documentos válidos.
A emissão documental depende da validação da estufagem e do romaneio por container.
Descrição, peso e m³ devem permanecer 100% idênticos entre os documentos.
Descrição, unidades e documentos exigidos devem ser conferidos antes do envio ao banco.
Riscos principais
Estes riscos devem orientar alertas, bloqueios, trilhas de auditoria e regras de exceção na futura ferramenta.
Risco regulatório se houver madeira nativa sem controle adequado de DOF ou licenças obrigatórias.
Risco financeiro por discrepâncias documentais que podem travar o recebimento via L/C.
Risco operacional caso não exista controle consistente de peso, umidade e romaneio por container.
Risco de escopo se integrações, aprovações, exceções e permissões não forem confirmadas na reunião.
Pontos em aberto
Estes temas ainda não estão fechados no briefing e precisam ser tratados como definições de escopo, compliance ou regra de negócio.
DOF e outros controles ambientais para madeira nativa.
Certificações FSC, PEFC e exigências de cadeia de custódia.
Integração ou espelhamento com Siscomex, RE e DU-E.
Controle de umidade e impacto em peso e qualidade.
Permissões, histórico, auditoria e alertas de prazo.
Gestão de múltiplos embarques simultâneos e tratamento de exceções.
Controle financeiro por embarque e margem real versus projetada.
Direção funcional
O levantamento de mercado sugere funcionalidades e controles que podem ampliar o valor da solução além do acompanhamento básico da operação.
Há oportunidade clara para um comparador automático entre Invoice, Packing List, BL e termos da L/C, reduzindo rejeições bancárias.
O escopo pode precisar contemplar DOF, Plataforma Pau Brasil, CITES, FSC, PEFC e exigências futuras como EUDR.
O controle de umidade pode evitar divergência de peso, mofo e reclamações do importador no destino.
Alertas de prazo, geração de Invoice e PL, painel visual por embarque e registro fotográfico aparecem como melhorias de alto valor.